sexta-feira, novembro 14, 2008

Ponto zero, ou malas aviadas.

A cidade da Praia é já ali. Vê-se muito bem Cabo Verde do Cristo-Rei. Até acho que Almada é um bocado mulata. Até já. E um miminho.
O texto é do Baptista-Bastos, Belarmino.

2 comentários:

Anónimo disse...

Almada é mulata, sim, e do Cristo-Rei há vistas para todos os pontos cardeais que nos indicavam impérios.

Há anos que perdemos o sentido da navegação, mas ficou-nos o da dilatação. Inventámos mil desculpas missionárias para chegar às riquezas deste mundo em terras distantes, e levámos tudo de nós. Trouxemos pouco - acho - pelo menos não o suficiente para compreendermos o retorno pós revolucionário. E esquecemos a característica mais importante da análise sociológica que hoje apenas tentamos: o palpitar do coração. Esquecemos, sobretudo, que o nosso saltou através de marés, transformadas em mitos e lendas gregas, epopeias colectivas, do Minho a Timor, em unidade - parafraseando o "tiraninho". Esquecemos, enfim, que Cabo Verde e outras paragens que tais são tão nossas quanto nossas são as boas intenções. Raramente as tivemos, e por isso raramente tivemos Cabo Verde - é infeliz.

Independentemente do que a Praia é hoje, de lá ainda se vislumbra o Cristo-Rei. Também ela é um pouco branca - se é que não somos apenas sarracenos. Mas portuguesa, nem Almada, quanto mais as ilhas distantes...

Simão

ps: a "Song For Bali" dá-me para divagações destas!

vanessa disse...

No dia 14 em que deixaste esta marca, também eu estive na Almada mulata. Cantámos "parabéns a você" e acrescentámos sempre o teu nome à festa. Muitos daqueles votos sorridentes eram para TI ... certamente.

Aproveita.
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